O concerto dos Tokio Hotel é só a 7 (SETE)Abril, mas já há pitas a acampar fora do pavilhão Atlântico.
Era conseguir sintetizar esta loucura focada em comprimidos e dando G3s à nossa malta idosa conquistávamos a Espanha toda.
quarta-feira, 31 de março de 2010
Posters giros, pah!
Epa não faço ideia qual é o Festival que eles apresentam mas, francamente, estou me a cagar. O que interessa é que os posters estão bem esgalhados. E já agora lanço-vos um desafio: quais são os 6 filmes representados? Sabem, sabem? Vááá o mais rápido a adivinhar ganha uma pastilha super gorila. De morango.
terça-feira, 30 de março de 2010
A MELHOR CENA DE ACÇÃO DE TODOS OS TEMPOS
O Chuck norris é uma menina ao pé deste gajo.
5 fuck yeahs em 4 fuck yeahs possíveis.
5 fuck yeahs em 4 fuck yeahs possíveis.
back to the 80's?
Cá está o primeiro cheirinho do novo álbum. com voz irritante dou já o mote: i like it! Veremos o que vem aí. É já em Maio, minha gente.
Para outros assuntos cá do burgo acerca de lcd ver isto.
Para outros assuntos cá do burgo acerca de lcd ver isto.
Chuck Norris Vs Bear
Chuck Norris. Hell yeah.
Nota: 4,5 Rangers do Texas em 5 Rangers do Texas possíveis.
Beck e amiguinhos!
Beck mais o guitarrista d'Os Mutantes, mais pessoal que trabalha com St. Vincent e ainda músicos dos Liars (yah, esses mesmos. marados). Tudo juntinho para regravar Kick, dos INXS, de 1987. É certo que sempre ignorei os INXS mas esta combinação chama a atenção nem que seja pelo factor, que raio há-de sair daqui?
Podem ver e ouvir um videozinho já com uma amostra: a cover de Guns in the Sky. Para ouvir basta carregarem neste parágrafo que estão a ler.
Ah, já agora. Isto não é um álbum que vai acontecer ou uma merda do género. Já está feito. Regravaram o álbum todo num só dia, no passado dia 3. oh yeah.
Podem ver e ouvir um videozinho já com uma amostra: a cover de Guns in the Sky. Para ouvir basta carregarem neste parágrafo que estão a ler.
Ah, já agora. Isto não é um álbum que vai acontecer ou uma merda do género. Já está feito. Regravaram o álbum todo num só dia, no passado dia 3. oh yeah.
segunda-feira, 29 de março de 2010
Yeah vs Yeah
LCD Soundsystem é tão ridiculamente bom que um gajo fica a pensar epah se eu fosse gay este James Murphy era o the one. Ou então não. Fuck. A minha escolha de gay-man-lovabilly teria de ser, ainda, o Jeff Buckley, esse homem-preta de sublimes agudos. Fuck, stop with the gay shit. Ok, eu paro. Os LCD Soundystem vêm cá este ano (está melhor assim, seus homofóbicos de merda?) e há álbum novo este ano (o melhor do ano, à condição – sai a 18 de Maio), mas antes importa dissertar sobre uma coisa que tem intrigado académicos além-fronteiras, inclusive cá e tudo.
Qual das versões Yeah é a mais fixe: a Pretentious ou a Crass?
A Pretentious é, como diz o nome, pretensiosa. Aquele pretensioso tipo outro James, o Joyce, que gosta de mostrar que é bom só porque sabe que é. E a música é pura elegância, com um poder qualquer escondido para nos fazer mexer os braços como aquelas tribos mocadas que o National Geographic (ou o Discovery, para quem goste do sotaque brasileiro) lá descobre.
Estou a ouvir e a escrever isto e até a minha coluna está a ganhar vida, a meio de um dia de trabalho. Ignoram-se praticamente as vozes e depois há sons à la tambores, utilizados como gente séria, para mostrar a coisa sempre em crescendo e é tudo tão estupidamente bem conseguido que chegamos a pensar, shame on you for being that good. (devia ter posto that em maiúsculas, para enfatizar).
A Crass começa toda catchy, com yeahs que começamos logo a cantarolar (e a mexer o pescoço a acompanhar). Ouvem-se alguns sonzinhos meio estranhos, tipo pirolitos electrónico,s e o Murphy ainda canta. Depois a coisa vai estabilizando até para aí aos 3 minutos e aí começa a mudar, everybody keeps on talking about it, no one’s getting it done… e de repente a caminho dos 5 minutos a coisa rebenta, já não é música, é uma manada de rinocerontes a tripar em fúria absoluta, e um gajo vibra como uma pita louca, mas sem ser pêga e com bom gosto. E esta merda bate e bate e um gajo pira porque é crime uma música assim não ter uma seita só para ela, com sacerdotes e rituais e luzes, the all package, só para o pessoal curtir. Como diria uma amigo meu de Porto Alegre: isso é foda, cara. É mesmo.
Ouçam e comparem enquanto eu falo com o Júri.
[2 minutos depois]
Decisão do júri, por unanimidade:
Pretentious: 16,3 yeahs, em dezasseis yeahs e meio possíveis.
Crass: 16,5 yeahs em dezasseis yeahs e meio possíveis.
Qual das versões Yeah é a mais fixe: a Pretentious ou a Crass?
A Pretentious é, como diz o nome, pretensiosa. Aquele pretensioso tipo outro James, o Joyce, que gosta de mostrar que é bom só porque sabe que é. E a música é pura elegância, com um poder qualquer escondido para nos fazer mexer os braços como aquelas tribos mocadas que o National Geographic (ou o Discovery, para quem goste do sotaque brasileiro) lá descobre.
Estou a ouvir e a escrever isto e até a minha coluna está a ganhar vida, a meio de um dia de trabalho. Ignoram-se praticamente as vozes e depois há sons à la tambores, utilizados como gente séria, para mostrar a coisa sempre em crescendo e é tudo tão estupidamente bem conseguido que chegamos a pensar, shame on you for being that good. (devia ter posto that em maiúsculas, para enfatizar).
A Crass começa toda catchy, com yeahs que começamos logo a cantarolar (e a mexer o pescoço a acompanhar). Ouvem-se alguns sonzinhos meio estranhos, tipo pirolitos electrónico,s e o Murphy ainda canta. Depois a coisa vai estabilizando até para aí aos 3 minutos e aí começa a mudar, everybody keeps on talking about it, no one’s getting it done… e de repente a caminho dos 5 minutos a coisa rebenta, já não é música, é uma manada de rinocerontes a tripar em fúria absoluta, e um gajo vibra como uma pita louca, mas sem ser pêga e com bom gosto. E esta merda bate e bate e um gajo pira porque é crime uma música assim não ter uma seita só para ela, com sacerdotes e rituais e luzes, the all package, só para o pessoal curtir. Como diria uma amigo meu de Porto Alegre: isso é foda, cara. É mesmo.
Ouçam e comparem enquanto eu falo com o Júri.
[2 minutos depois]
Decisão do júri, por unanimidade:
Pretentious: 16,3 yeahs, em dezasseis yeahs e meio possíveis.
Crass: 16,5 yeahs em dezasseis yeahs e meio possíveis.
Crítica: KICKASS

Meus filhos, o que temos aqui é a BD que vai dar o mote ao melhor filme de super-heróis de 2010 comprada e lida há umas semanas porque quis esperar pelo paperback porque queria absorver de uma assentada toda a hiperviolência sem vergonha que o Millar me podia mandar à cara com a ajuda de um dos melhores ilustradores na Marvel para esse tipo de tarefas: John Romita Jr.
Confesso que esperava algo diferente, na verdade. Esperava, sei lá, um puto qualquer a dar porrada com bastões em malta só porque sim, um puto a partir dentes e a morder tomates saindo, no final, vitorioso ou coisa que o valha; esperava team-ups com gags suficientes para me rir com cada cabeça decepada ou membro partido.
Mas, sinceramente, não estava preparado para o que era kickass: esta merda é só mesmo uma coisa: violenta. Sem piadinhas nem finais felizes, é só mesmo violenta pa caralho! Ok, temos um puto que está tão aborrecido que provavelmente adormece a meio de uma punheta; o puto lê bds e passa-se dos carretos porque, tipo, quer ser um super-herói, do nada, acha só uma boa ideia. E então torna-se num. Este é o plot. Pelo meio temos pancada à mistura, tomates fritos, miúdas de dez anos a snifar coca, cabeças rebentadas em planos de imagem privilegiados, bastonadas nas trombas, e muito, muito sangue. As imagens são um deleite, as cores mais gritty do que o que estava à espera, que contribuem para o carácter mais soturno que o esperado da história, e a história, bem, a história é a do Mark Millar, o gajo que nos deu o maior festival de porrada, provavelmente, da última década com os seus Ultimates 2 (o capitão América a enfiar uma espada no peito de um gajo; o hulk a arrancar os braços a outro; uma quadruple-spread de uma cena de batalha que demorou 3 semanas a ser feita), e a civil war, com o seu excelente sentido de pacing. Não dá para falhar.
Meus senhores: kickass não pretende ser mais nada do que o título sugere. É só um festival de porrada, sem vergonha, shameless mesmo, com uma ideia bem sólida de contar AQUELA história e de quebrar as barreiras do bom senso e da decência. A verdade é esta: a malta que lê bds ás vezes gosta de ver e ler uma boa porrada. Porque é que o homem aranha salta de telhado em telhado durante 4 ou 5 páginas, fala com a tia may umas outras duas, sai pa jantar com gajas outras três, e depois só troca um par de murros com o electro? às vezes um gajo quer MAIS. Quer porrada. Desenhada e apresentada como tal. E Kickass está aqui para nos fazer a vontade de ver violência, crua, dura, e fixe. Fixe. E chega. Como tal, leva
quatro pares de tomates em cinco pares de tomates possíveis.
quinta-feira, 25 de março de 2010
Nanou 2
Aphex Twin tem uma obra vasta e esta não será certamente uma peça que encapsule os seus geniais delírios pela electrónica. Muito menos os do álbum a que pertence, o incompreendido Drukqs. Sinceramente, é uma péssima música para introduzir Aphex Twin a quem quer que seja, uma vez que ele é muito mais do que uma simples canção bonita.
Mas gosto desta música. Sempre que a ouço sei para onde tenho de ir, ou o que fazer. São uns dois minutos e meio de calma, de acreditar que a música ainda me pode acalmar o coração e questionar o medo. Sem rodeios: é bonita. E curto dela. That should be enough to earn a spot.
Nanou 2, por Aphex Twin. Enjoy.
quarta-feira, 24 de março de 2010
Crítica: Los Sueños de Un Higado

No Lisssen'Up! eu e o Xiribi somos grandes fãs de The Mars Volta; o Papo-Seco é mais Muse (mais sobre a problemática à volta de Muse serem ou não uma grande merda - que são - e porque é que pessoas com bom gosto musical gostam disso, num futuro próximo). Porém, de Omar Rodriguez-Lopez, o mentor e guitarrista da referida banda, já nem tanto: essa honra pertence a mim, ainda que o Xiribi goste do Xenophanes - ao qual fará crítica também brevemente.
O facto de esta crítica se centrar nos Los Sueños de Un Higado, sexto ou sétimo álbum dos 9 ou dez que lançou em 2009 não tem qualquer razão especial; é apenas um entre os muitos que este prolífico do catano lançou, e é bom, muito bom, tão bom que não parece possível. Desde álbuns de noise puro a trabalhos que parecem uma salganhada de rock progressivo com salsa e sei lá eu mais o quê, a segunda metade de 2009 viu Omar entrar na sua melhor forma: a sua futura mulher (Ximena) entra nos vocals, a banda de Mars volta é, em parte, emprestada para estes últimos trabalhos, e subitamente, com a voz, as composições de Omar ganham uma nova dimensão e profundidade; expandem-se. Acalmam-se, também, mesmo no rock mais forte de Xenophanes, - porque se sente coesão. A guitarra é um gozo ouvir. As melodias (fáceis) que, afinal de contas, também é capaz de produzir, espantam e confortam.
Não se pense contudo que este é um álbum fácil. Com apenas cinco músicas (uma das quais uma versão B de uma outra que fez a sua primeira aparição noutro seu álbum a solo, Old Money), o prog-rock-jazz-space-funk - precisam mesmo de inventar um nome mais curto para esta merda - instala-se e um gajo tem que perceber que tem ajustar o seu paradigma musical para aprender a compreender estas novas paisagens sonoras. É mais fácil do que parece, na verdade. As músicas levam-nos, o álbum acaba, foi fixe. A Ximena tem uma voz diferente, muito porreira. E o álbum está aqui para sacar. Quem é amigo?
NOTA: 7,3 afros mexicanas em 8.
segunda-feira, 22 de março de 2010
Novo álbum dos MGMT à borla!
Pois é, parece que a banda-sensação MGMT decidiu disponibilizar o álbum para os fãs da internet. São uns porreiraços. Eu não sei o que é que o ganso e o xiribi acham da banda mas eu tenho-lhes um certo respeito.
Então e... querem o link para as músicas? Então vamos fazer o jogo: têm que recomendar o blogue a 2 amigos. Quando eles visitarem o blogue têm que escrever " Ena pah! O lissen'up é um blog do camandro!" Deixem o email e eu mando-vos o link.
O que acham? Estúpido? Prontoooo ok, aqui vai http://www.whoismgmt.com/
Já agora, e só mesmo para dar alguma cor aqui ao estábulo, fiquem com o novo vídeo de antecipação do álbum :
Então e... querem o link para as músicas? Então vamos fazer o jogo: têm que recomendar o blogue a 2 amigos. Quando eles visitarem o blogue têm que escrever " Ena pah! O lissen'up é um blog do camandro!" Deixem o email e eu mando-vos o link.
O que acham? Estúpido? Prontoooo ok, aqui vai http://www.whoismgmt.com/
Já agora, e só mesmo para dar alguma cor aqui ao estábulo, fiquem com o novo vídeo de antecipação do álbum :
My Propeller, dos Arctic Monkeys
É o terceiro single de um dos melhores álbuns rock lançados em 2009.
É o crescimento de uns putos que rebentaram no Myspace e que agora tiveram como tutor mr. Josh "fuckyeah" Homme, dos Q.O.T.S.A.
[apesar do regresso dos Creed, o rock continua vivo)
My Propeller, dos Arctic Monkeys.
É o crescimento de uns putos que rebentaram no Myspace e que agora tiveram como tutor mr. Josh "fuckyeah" Homme, dos Q.O.T.S.A.
[apesar do regresso dos Creed, o rock continua vivo)
My Propeller, dos Arctic Monkeys.
sábado, 20 de março de 2010
sexta-feira, 19 de março de 2010
Crítica: Against the Day

Não foi de propósito começar as críticas a livros aqui no Lissen'Up! com este colosso - no literal sentido da palavra, com mais de mil páginas em letra miudinha - de obra. Against The Day é a minha primeira incursão no mundo de Pynchon. E, depois de ter ouvido falar da sua história pela primeira vez, demasiado juicy para ser verdade - o escritor desconhecido cujas últimas fotos conhecidas datam há mais de 50 anos, em que Pynchon aparece com um uniforme de marinheiro, que recusou todos os grandes prémios literários que recebeu (à excepção de um) recusando-se também a comparecer nas respectivas cerimónias, e com fama de ser um dos maiores escritores do século XX - a curiosidade tomou conta do Capitão Ganso. Tinha, assim, de arranjar o novo livro de Pynchon, inédito, vinte anos depois de silêncio, com rumores a correr que se tornaria rapidamente uma obra-prima da literatura norte-americana.
E que porra de livro este Against The Day é. De forma muito singela, conta a história de uma família - e de um grupo de rapazes marinheiros do céu - e suas ramificações com outras personagens secundárias desde os tempos da Feira Mundial de Chicago no fim do século XIX até ao início da Primeira Guerra Mundial. Temos cientistas obcecados por Tesla, cameos de Bela Lugosi e Groucho Marx, um detective que emigra para londres, um spinoff do Billie The Kid mas com dinamite, vectoristas, a reaparição de uma famosa matemática russa que consegue atravessar paredes, explosões de Luz, o incidente de Tunguska, bombas de luz, navios voadores e incursões ao México. E afogamentos em maionese.
A puta do livro é genial. O plot central, como já foi dito, conta a história de uma família - os Traverse. Não quero contar nada para não mandar para o ar os temidos spoilers. Mas é claro que milhares de outras coisas acontecem no livro, que não se preocupa muito em seguir um fio de narrativa. É escrita descontraída de quem não tem nada a provar e que confortavelmente nos rebenta com os neurónios com página atrás de página atrás de página. E um gajo parte-se a rir também. O homem tem piada. Li-o devagar, durante uns 8 ou 9 meses, sem pressas, e desde o primeiro capítulo percebi que estava perante algo de verdadeiramente novo que nunca tinha lido. É um livro vasto, em todos os sentidos da palavra, com descrições e diálogos inventivos e magistrais. É bom pa caralho, e não é somente "bom", é uma obra superior e isso basta. É algo ímpar e algo ímpar não tem comparação possível.
Dei-o ao Xiribi para ler mas ainda não teve tomates. Não sei se é do tamanho se é do inglês denso - o forte dele é mais o urdu - mas este é dos maiores livros até hoje escritos do século XXI. Bar none. E merece, tal como Pynchon, ser descoberto. E apreciado. E nada esperar dele a não ser o que ele nos dá. Prometo: será mais do que suficiente.
435654 canetas papermate visupoint em 435679 canetas papermate visupoint possíveis. Ao fim e ao cabo nenhum livro é perfeito.
E uma baba de camelo para a mesa 3 como bónus.
quinta-feira, 18 de março de 2010
tão-mau-que-só-pode-ser-bom
Cinema argentino com wrerstling, clones, lutas baratas e a eterna disputa entre o Bem e o Mal.
Nota à toa: 4 powerslams em 5. (Não é um Eddie Guerrero ressuscitado mas é melhor que um Chavo)
O Michael Jackson era cantor.
Se era cantor, falar sobre ele é um tema sobre música. Se é um tema sobre musica, é sobre cultura. Se é sobre cultura posso escrever aqui no Lissen’Up!
Ora então cá vai: Pelo que parece vai ser leiloada a seringa que matou Michael Jackson como forma de comemorar o primeiro aniversário da sua morte. A base de licitação já está definida: 3,6 milhões de euros.
E pronto é a isto que eu chamo serviço público blogueiro. Continuação de uma excelente quinta-feira!
Ora então cá vai: Pelo que parece vai ser leiloada a seringa que matou Michael Jackson como forma de comemorar o primeiro aniversário da sua morte. A base de licitação já está definida: 3,6 milhões de euros.
E pronto é a isto que eu chamo serviço público blogueiro. Continuação de uma excelente quinta-feira!
quarta-feira, 17 de março de 2010
Alberto Gonçalves e o cinema nacional
Alberto Gonçalves é, valha-nos isso, corrosivo.
Irónico e polémico, choca com facilidade o nosso calmo espírito pátrio. Diz coisas que não são "educadas", que não deviam ser ditas "neste tom". Habitualmente o leitor, espectador, adepto médio nacional choca-se com facilidade. Fica muito ofendido com a discordância. Somos clubistas de opinião - e a cultura é o campo perfeito para esses clubismos pois se eu gosto de um filme então ele tem de ser bom e quem não gosta só tem mau feitio.
Os gostos, as coisas em geral, devem ser discutidas. Faz bem a qualquer princípio - chamem-lhe democrático; eu gosto de pensar que é simples civilização. Eu discordo de muita coisa que Alberto Gonçalves diz. Mas vale a pena lê-lo e ouvi-lo porque nos provoca, porque nos desafia, e desse simples exercício já podemos retirar qualquer coisa. Talvez por discordar tanto é que ache mais interessante o desafio. O homem tem piada, goste-se ou não. E desta vez, ele fala do cinema nacional
A avaliação: Ui... [seguido de uma risada embaraçada]
Cinema português? Pago para não ver é o nome do vídeo desta semana. É coisa para ouvir. Depois, sim, já valerá a pena falar sobre a coisa.
Irónico e polémico, choca com facilidade o nosso calmo espírito pátrio. Diz coisas que não são "educadas", que não deviam ser ditas "neste tom". Habitualmente o leitor, espectador, adepto médio nacional choca-se com facilidade. Fica muito ofendido com a discordância. Somos clubistas de opinião - e a cultura é o campo perfeito para esses clubismos pois se eu gosto de um filme então ele tem de ser bom e quem não gosta só tem mau feitio.
Os gostos, as coisas em geral, devem ser discutidas. Faz bem a qualquer princípio - chamem-lhe democrático; eu gosto de pensar que é simples civilização. Eu discordo de muita coisa que Alberto Gonçalves diz. Mas vale a pena lê-lo e ouvi-lo porque nos provoca, porque nos desafia, e desse simples exercício já podemos retirar qualquer coisa. Talvez por discordar tanto é que ache mais interessante o desafio. O homem tem piada, goste-se ou não. E desta vez, ele fala do cinema nacional
A avaliação: Ui... [seguido de uma risada embaraçada]
Cinema português? Pago para não ver é o nome do vídeo desta semana. É coisa para ouvir. Depois, sim, já valerá a pena falar sobre a coisa.
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